Exportações e seu efeito na economia

5 de maio de 2021

De acordo com o site da Receita Federal brasileira, a exportação corresponde à saída, temporária ou definitiva, do território nacional de bens ou serviços originários ou procedentes desse mesmo país, seja a título oneroso ou gratuito. Por outras palavras, trata-se de tudo aquilo que é produzido em um país e enviado para outro.

Não importa qual seja o produto ou serviço; não importa se a saída é temporária ou para permanente, nem se a transação se dá gratuitamente ou não.  Tampouco importa como se dá o envio – o produto pode ser despachado, enviado por e-mail ou transportado na bagagem pessoal em um avião. Se algo for produzido ou prestado internamente e vendido para alguém (pessoa jurídica ou física) em um país estrangeiro, trata-se de uma exportação.

As exportações são um componente importantíssimo do comércio internacional. Quando um país exporta mais do que importa, dizemos que ele tem um superávit em sua balança comercial; já quando importa mais do que exporta, dizemos que esse país apresenta um déficit comercial.

Por exemplo, de acordo com dados do Ministério da Economia, em 2020, o Brasil exportou US$ 209,921 e importou US$ 158,926 bilhões, o que corresponde a uma diferença de cerca de US$ 51 bilhões. Sendo assim, a balança comercial brasileira teve um superávit comercial nesse valor.

Assim, juntamente com a importação, a exportação integra a balança comercial de um país e influencia a sua economia de diversos modos. Mas como e por que isso acontece? Afinal, quais os efeitos econômicos desencadeados por meio da exportação?

 

Neste artigo, respondemos a essas perguntas e mostramos a importância do ato de exportar para um país. Continue a leitura para saber mais!

 

Primeiro, o que os países mais exportam?

Em geral, as empresas exportam bens e serviços em relação aos quais elas ou o país têm uma vantagem competitiva.

Por exemplo, os países têm vantagens comparativas nas commodities que têm capacidade natural de produzir. Quênia, Jamaica e Colômbia têm o clima certo para cultivar café. Isso dá às indústrias desses países uma vantagem na exportação de café.

Já no Brasil, a soja é a commodity que mais se destaca. Por aqui, as plantações desse grão ocupam uma área equivalente à da superfície da Alemanha, fazendo do nosso país o segundo maior exportador do mundo, com 122 milhões de toneladas comercializadas para outros países.

 

Mas como as exportações afetam a economia?

A maioria dos países deseja aumentar as suas exportações. Se as empresas sempre desejam vender mais, uma forma de expandirem os seus negócios é vendendo também no exterior. Ao fazerem isso, elas ganham experiência e conhecimento em como vender para mercados estrangeiros, o que certamente se traduz em expertise que pode ser aplicada aos negócios de uma forma geral. Assim, quanto mais exporta, maior é o mercado e, consequente, maior é a vantagem competitiva de uma organização.

Em geral, os governos encorajam as exportações, porque elas têm efeitos diretos e indiretos no crescimento da economia. Elas geram empregos e oportunidades, envolvem salários mais altos e, em geral, elevam o padrão de vida de todos envolvidos. Assim, um aumento nas exportações gera uma elevação do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Um exemplo de efeito indireto ocorre porque uma maior abertura ao comércio exterior potencializa a eficiência produtiva de uma nação, resultado do melhor aproveitamento e da melhor alocação dos recursos na economia.

As exportações também aumentam as reservas cambiais mantidas no Banco Central de um país. Os estrangeiros pagam pelas exportações em moeda própria ou em dólar americano. Assim, um país pode usar as suas reservas para administrar o valor de sua própria moeda – por outras palavras, com essas reservas gordas, o governo passa a dispor de moeda estrangeira suficiente para inundar o mercado com a sua própria moeda. Consequente, isso diminui o custo de suas exportações em outros países.

Os países também usam reservas de moeda para administrar a chamada “liquidez”. Isso significa que eles podem controlar melhor a inflação – a situação em que existe muito dinheiro para poucos bens. Para controlar a inflação, eles usam a moeda estrangeira para comprar a sua própria moeda. Isso diminui a oferta de moeda, fazendo com que a moeda local valha mais.

 

Três maneiras de impulsionar as exportações

Existem algumas maneiras pelas quais os países podem tentar aumentar as exportações.

Em primeiro lugar, temos o chamado “protecionismo comercial”. Os governos usam essa estratégia para dar uma vantagem às suas indústrias, via tarifas que aumentam os preços das importações. Além disso, podem ser fornecidos  subsídios para que as indústrias reduzam os preços. Ao fazerem isso, devem estar cientes de que outros países podem retaliar com as mesmas medidas ou com medidas semelhantes. Um exemplo disso ocorreu nos anos 1920, na época da Grande Depressão, reduzindo o comércio internacional em 65%!

Os países também aumentam as exportações negociando e fechando acordos comerciais. Assim, aumentam-se as exportações ao se reduzir o protecionismo comercial. Por exemplo, a Organização Mundial do Comércio tentou negociar um acordo multilateral entre seus 149 membros, visando diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento – tratou-se da chamada “Rodada de Doha”. Contudo, a União Europeia e os Estados Unidos se recusaram a eliminar seus subsídios agrícolas. Como resultado de falhanços como esse, a maioria dos países recorre de acordos bilaterais ou a acordos comerciais regionais. Por exemplo, no Mercosul (oficialmente “Mercado Comum do Sul”), o Tratado de Assunção, do qual o Brasil é signatário, foi criado com o intuito de instituir um mercado comum entre alguns países da América do Sul.

Uma outra forma pela qual os países podem impulsionar as exportações é diminuindo o valor de suas moedas. Isso torna os seus preços de exportação comparativamente mais baixos no país receptor. É o que se vê agora no Brasil. Com o dólar atingindo níveis recordes, as exportações brasileiras cresceram mesmo em meio à crise ocasionada pela pandemia de Covid-19. Portanto, podemos afirmar que o dólar alto representa uma oportunidade para as exportações brasileiras.

 

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Até a próxima!

 

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