As crises passam: a sua empresa está pronta para fazer negócio no exterior?

8 de julho de 2020
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Você já deve ter ouvido por aí – ou lido – que, em chinês, o termo chinês weiji, que significa “crise”, é um ideograma formado pela junção de outras duas palavras: “perigo” (wei) e “oportunidade” (ji). A ideia é que cada crise contém, simultaneamente, o germe do infortúnio, mas também ensejo para um renascimento.  Contudo, segundo especialistas em língua chinesa, a verdade é que os ideogramas em questão não significam exatamente isso. Mas ainda assim os significados envolvidos nesse termo tão ressonante nos dias de hoje ainda têm algo a nos ensinar. Quer ver só? 

 

Os sinólogos apontam que o ideograma ji, sozinho, não tem um sentido necessariamente positivo trazido pela palavra “oportunidade” em português. Assim, uma tradução mais fiel para esse termo seria algo como “ponto de inflexão” ou “ponto de virada”. Portanto, na cultura chinesa, a crise está associada diretamente com a mudança, com algo que nos força a tomar um outro rumo. 

 

É precisamente essa ideia que queremos evocar no post de hoje.  Em um texto recente aqui no blog, já falamos sobre a nossa capacidade humana de adaptação às condições adversas.  Acreditamos que a crise é um momento propício para uma mudança salutar e bem-vinda, que poderá transformar, positivamente, o rumo das coisas.  

 

Pensando nisso, no post de hoje queremos te apresentar dicas de como a sua empresa pode aproveitar este período desafiador para planejar o ingresso no comércio exterior, seja no ramo de importação ou exportação. Você pode encontrar nesse próximo passo a adaptação de que o seu negócio precisa. Mas por onde começar, e o que é necessário saber? Continue a leitura, a gente explica a seguir! 

 

#1 Estudar o mercado e identificar oportunidades 

Esta nossa primeira dica não é à toa. O planejamento é algo fundamental em qualquer passo que uma empresa venha a dar – ele nos ensina onde estamos, aonde queremos chegar e o que iremos fazer para que isso aconteça. Estudar o mercado é uma etapa do planejamento e significa basicamente identificar demandas, ou seja, oportunidades 

 

Trata-se de consultar dados e estatísticas, falar com pessoas, informar-se por fontes variadas e, a partir disso, definir uma direção. Vejamos um exemplo concreto que pode te inspirar nesta etapa. 

 

O mercado de produtos importados apresenta uma enorme resistência a crises. Isso porque muitas vezes falamos de produtos únicos, que não são encontrados no Brasil e para os quais existe um público fielE não nos referimos apenas às classes A e B, que, com maior renda, não renunciam a certos hábitos de consumo e não são tão atingidas pela crise, mas também às classes com menor poder aquisitivo, que tendem a economizar em produtos básicos para terem acesso a pequenos luxos.  

 

Por exemplo, você sabia que, segundo dados da Wine Intelligenceo Brasil é o terceiro maior mercado de compra de vinhos pelos canais online Por outro lado, de um universo de 180 milhões de brasileiros com mais de 18 anos e, portanto, aptos a bebermenos de 30 milhões consomem essa bebida pelo menos uma vez por mês. E a nossa ingestão média também apresenta um franco potencial de expansão. Consumimos apenas 1,8 litro per capita – na França, essa quantidade é de 46,4 litros 

 

Com estes dados, já podemos dizer que está desenhada uma oportunidade de negócios: investir na importação de vinhos exclusivos. Repare que esses produtos tanto poderão ser comercializados por super e hipermercados, empresas que viram suas vendas aumentarem significativamente nos primeiros meses de 2020, quanto em sites pela Internet, outro setor que apresenta sinais de franco crescimento, com aumento no volume de transações da ordem dos 100%. 

 

#2 Estabeleça um plano de negócios 

Depois desse estudo preliminar, é hora de esboçar um plano de negócios, que pode ir sendo ajustado ao longo do caminho. Nesse documento, iremos indicar a descrição das futuras atividades da empresa, o planejamento estratégico e o plano financeiro, entre outros aspectos.  

 

Vejamos algumas ações a serem cogitadas: 

 

 Fazer um levantamento e, se possível, estabelecer contato prévio com potenciais clientes (exportação) e fornecedores (exportação); 

 

  Fazer um levantamento das necessidades de contratação da empresa – no comércio internacional, é de grande importância o domínio do inglês ou, preferencialmente, do idioma do país parceiro do seu comércio. Verificar a existência de todos os recursos necessários à execução da sua operação (infraestrutura, recursos humanos e tecnológicos e seus correspondentes custos); 

 

– No caso da exportação, cogitar a necessidade de adotar medidas que mitiguem riscos de crédito. Para isso, a empresa pode exigir pagamento antecipado, cartas de crédito ou seguro de crédito; 

 

– Levantar as melhores alternativas de custos logísticos, fazendo cotações relacionadas a fretes internacionais com agentes de carga ou companhias aéreas. Esse é um levantamento fundamental para estabelecer preços e verificar a viabilidade financeira da operação. 

 

#3 Primeiro passo 

O primeiro passo para quem deseja importar ou exportar é abertura de uma empresa para esse fim. No contrato social, deve constar qual é a atividade a que a empresa se dedicará – por exemplo, “venda atacadista de  bebidas em geral”, no caso de quem deseja importar vinhosDepois, é preciso legalizar a empresa na Receita Federal, mais precisamente no Radar. 

 

Radar é a sigla para Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes AduaneirosTrata-se de uma ferramenta que controla e fiscaliza as operações do comércio exterior no Brasil Para ficar apto a importar e exportarvocê deve apresentar os documentos necessários à Receita Federal e formalizar o pedido. Cada modalidade (importação/exportação) exige uma série de documentações que podem ser consultadas no Manual de Habilitação do Siscomex. 

 

#4 Conhecer regras e procedimentos 

Uma vez habilitada a empresa, é hora de conhecer um pouco mais a fundo a legislação específica da atividade a que você se dedicará, até para ter uma ideia dos próximos passos a seguir. 

 

Por exemplo, a importação de alimentos está sujeita, além de trâmites meramente burocráticos, à fiscalização sanitária, para garantir a segurança dos itens que chegam ao Brasil. Portanto, trata-se de algo muito diferente de importar máquinas da China ou exportar produtos de beleza para a Europa.  

 

Retomemos o nosso exemplo da importação de vinhos, que se enquadra na categoria de alimento. Nesse caso, é preciso saber que essa bebida deve, entre outros procedimentos específicosser submetida a uma análise laboratorial. O objetivo é identificar se o produto é seguro para o consumo dos brasileiros. Sendo assim, existem duas instruções normativas que importa conhecer: Instrução Normativa n.º 1/2012 e Instrução Normativa n.º 54/2009.   

 

E assim por diante, dependendo do produto/atividade com que você decidir trabalhar. 

 

Inspirado para ingressar no comércio internacional com as nossas dicas? Sim, é verdade, o assunto é complexo, mas você pode contar com quem realmente entende do assunto. A Open Market está há mais de 20 anos no mercado, provendo soluções inteligentes na gestão do comércio exterior.  Com serviços na área de importação e exportação, garantimos total controle desses processos.  

 

Quer saber mais sobre essa chance de mudança para a sua empresa? Entre em contato conosco agora mesmo e teremos prazer em tirar as suas dúvidas!  

 

Até o próximo post! 

 

Open Market – Comércio Exterior 

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