Importações e os seus efeitos na economia

19 de maio de 2021

De acordo com o site da Receita Federal brasileira, a importação corresponde à entrada temporária ou definitiva, em território nacional de bens ou serviços, originários ou procedentes de outros países, a título oneroso ou gratuito. Por outras palavras, trata-se de tudo aquilo que é produzido em outra fronteira e entra no nosso país.

Por outras palavras, as importações são bens ou serviços estrangeiros comprados por cidadãos, por empresas ou pelo próprio governo de outro país. Não interessa quais sejam os produtos ou como são enviados. Assim como no caso de exportações, eles podem ser despachados, carregados em bagagem pessoal em um avião ou até mesmo enviados por e-mail.

Sabe os souveniers – vulgo “lembrancinhas” – que você comprou na sua última viagem internacional para presentear os amigos no Brasil? Então, esses produtos são resultado de uma importação. A regra é: se forem produzidos em um país estrangeiro e vendidos a residentes nacionais, serão itens importados.

 

A balança comercial designa tudo aquilo que foi importado e exportado em um determinado período em um país. As importações são, portanto, um componente importantíssimo dessa balança. Quando um país importa mais do que exporta, os economistas identificam isso como déficit na balança comercial. A situação contrária designa um superávit.

De acordo com dados do Ministério da Economia, em 2020, o Brasil exportou mais do que importou – a diferença correspondeu a cerca de US$ 51 bilhões. Mas nós também importamos muitos produtos.

Para sermos mais precisos, o nosso país é o 29.° maior importador do mundo, segundo dados do mesmo Ministério. Entre os principais produtos estrangeiros trazidos para solo nacional, estão óleos combustíveis de petróleo ou de minerais, adubos ou fertilizantes químicos e várias peças e produtos da chamada Indústria de Transformação.

 

Esse cenário tem consequências econômicas específicas. Neste post, explicamos quais são elas para que você fique por dentro deste universo tão complexo e, ao mesmo tempo, tão fascinante. Vem com a gente!

 

As importações e o déficit comercial

Como vimos na Introdução, se um país importa mais do que exporta, ocorre um déficit comercial; se, pelo contrário, ele importa menos do que exporta, temos um superávit comercial.

Podemos pensar que, para as economias, o ideal seria alcançar um “equilíbrio comercial” – ou seja, os números de importações e exportações serem semelhantes ou iguais. Com isso, todos os países conseguiriam ter controle na compra e na venda dos produtos em geral. Mas não é bem assim, e nós veremos cinco argumentos para explicar o porquê disso.

O que acontece, então, em caso de déficit comercial? Nesse caso, o país precisa tomar empréstimos de outros países para pagar pelas importações extras. Considere a seguinte analogia: o cenário de déficit é como o de uma família que está começando a vida. O casal precisa pedir dinheiro emprestado para comprar carro e casa – ou seja, a sua renda mensal não é suficiente para cobrir, de uma só vez, as despesas. Em um cenário ideal, esse jovem casal conseguirá equilibrar as contas e parará de contrair empréstimos.

Da mesma forma, um país não deve continuamente seguir pedindo empréstimos para financiar o seu déficit comercial. Em algum momento, com uma economia mais madura, esse país deve se tornar um exportador também. De forma geral, as exportações aumentam a produção econômica, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB). Elas criam empregos e aumentam os salários. Sob esse ponto de vista, um superávit comercial é mais saudável do que um déficit.

 

Em segundo lugar, as importações tornam um país dependente do poder político e econômico de outros países. Isso é especialmente verdadeiro ao se importar continuamente commodities. Sempre há risco envolvido no ato de se depender de uma potência estrangeira para manter a sua população alimentada e as suas fábricas funcionando. A qualquer momento, possíveis embargos deixarão o país na mão.

Em terceiro lugar, os países com altos níveis de importação devem aumentar suas reservas de moeda estrangeira. É assim que eles pagam as importações. Isso pode acabar afetando o valor da moeda nacional, a inflação e as taxas de juros.

Em quarto lugar, as empresas nacionais devem ser capazes de competir com empresas estrangeiras que importam bens e serviços semelhantes para seus negócios. Pequenos negócios que não conseguem competir acabam por ir à falência.

Por fim, as exportações ajudam as empresas nacionais a obter uma vantagem competitiva. Por meio da exportação, eles aprendem a produzir uma variedade de bens e serviços de demanda global.

 

A importância de importar

De todo modo, é inegável que as importações desempenham um papel importante na economia e representam uma vantagem competitiva para muitas empresas e negócios. O Brasil é um grande importador de bens de capital, como máquinas e equipamentos que são essenciais para a cadeia produtiva do país.

Muitas vezes, importar é o único recurso para ter acesso a determinadas tecnologias ou produtos. Foi isso mesmo que mostramos no nosso e-book “Máquinas: Passo a passo para ter equipamentos exclusivos”. A importação de maquinário – seja ele agrícola ou industrial – pode ser uma boa oportunidade para empresas de diferentes setores, tanto para aquelas que irão, de fato, usar esses equipamentos quanto para empresas que pretendem importar para revenda. Muitas vezes, essa é a única opção para ter acesso a tecnologias apenas disponível no estrangeiro.

A importação de alimentos e bebidas, como é azeites, chocolates, carnes, massas, queijos e vinhos, é a chance de levar produtos exclusivos para nichos de mercado que têm demanda crescente no Brasil. É exatamente isso que mostramos no nosso e-book “Importação de Alimentos: Passo a passo para ter produtos exclusivos”.

 

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Até o próximo post!

 

Open Market – Comércio Exterior

 

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