5 dicas para reduzir custos na importação

4 de novembro de 2021

O comércio exterior é uma área que apresenta oportunidades de negócio únicas.

 

Mas neste, como em qualquer outro setor, a boa gestão desempenha um papel fundamental para o sucesso.  Ou seja, não basta apenas contar com bons produtos, bons fornecedores e bons nichos de mercado – é preciso continuamente buscar estratégias e soluções que aumentem a competitividade.

 

Uma boa forma de fazer isso é por meio da redução de custos.

 

No post de hoje, focamos nas atividades de importação e apresentamos 5 estratégias concretas e efetivas para a diminuição das despesas e, consequentemente, o aumento dos seus lucros.

 

Cético de que isso seja possível? Então, deixa a gente te mostrar o contrário!

 

#1 Aproveite os benefícios fiscais

A possibilidade de importar produtos com tributação reduzida nunca pode ser desperdiçada por um operador do comércio exterior. De fato, trata-se de uma excelente forma de reduzir os custos e aumentar a competitividade do seu negócio. O chamado “Tratamento Tributário Diferenciado” (TTD), vigente em alguns estados brasileiros, oferece um conjunto de benefícios fiscais que impactam diretamente nas despesas de importação.

 

Por exemplo, os TTDs 409, 410 e 411, em vigor em Santa Catarina (SC), garantem um conjunto de reduções tributárias que visam incentivar a importação no estado, tornando menos onerosa. O regime especial é oferecido para empresas estabelecidas em solo catarinense e pode ser aplicado tanto na importação direta, quanto nas operações por conta e ordem ou encomenda – ou seja, ainda que não estejam sediadas em SC, as empresas podem ter acesso aos incentivos fiscais ao utilizar o serviço de tradings catarinenses.

 

O TTD 409 prevê diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação de mercadoria destinada à importação, diferimento parcial na operação interna subsequente à importação; crédito presumido na operação subsequente à importação de mercadoria para comercialização.

 

Na prática e de forma bem resumida, se o percentual básico da alíquota do ICMS é 17%, quando as importações são operadas sem benefícios fiscais, em Santa Catarina, com os benefícios fiscais do TTD 409, a alíquota pode variar entre 0,6% e 2,6%.

 

#2 Não hesite em negociar o valor das mercadorias

O valor das mercadorias é o principal componente dos custos de importação. É ele que irá vir terminar o valor de venda dos produtos e a margem de lucro. Além disso, ele também serve de base para pagamento de impostos aqui no Brasil.

 

Por isso, quanto menor for esse valor pago ao fornecedor internacional, menor será o custo final de importação e menores serão os impostos pagos em território nacional.

 

Por exemplo, imagine que você negocia um produto que custa US$ 10,00 na China. Supondo que, em uma negociação, você consegue do fornecedor uma redução de 5%, o produto passará a custar US$ 9,5 na origem. Supondo ainda que o percentual de custo de impostos incidentes no FOB seja de 85%, você terá feito uma economia de US$ 1,35 no total (US$ 0,5 + 0,85) por unidade produto.

 

Durante as negociações, é preciso ter boa capacidade de comunicação, em inglês ou na língua nativa do fornecedor, e saber explorar o seu poder de barganha.

 

Uma dica é conhecer bem a empresa com quem você faz negócios. Isso te dará uma noção mais realista de quanto a sua demanda é importante para a produção daquele fornecedor.  Além disso, à medida que você vai construindo uma relação comercial de longo prazo como este parceiro comercial, a confiança mútua também aumenta, e isso se traduz tem mais poder de barganha – afinal, ninguém quer perder um bom cliente para a concorrência!

 

#3 Aposte no desembaraço aduaneiro em zona secundária

Ainda relativamente pouco exploradas pelos operadores do comércio exterior, as zonas secundárias ou portos secos são armazéns mais distantes dos portos, aeroportos e pontos de fronteira principais, mas desempenham funções idênticas, procedendo ao controle de entrada e saída de mercadorias importadas e exportadas. Estes espaços contam com posto da Receita Federal e, muitas vezes, com órgãos do Ministério da Agricultura e Anvisa.

 

As zonas secundárias foram criadas para facilitar a liberação de mercadorias. Apesar de estarem longe dos centros mais convencionais de distribuição, elas acabam sendo vantajosas, pois têm custos de armazenagem mais baratos e liberam os produtos em menos tempo.

 

Outra vantagem é a possibilidade de retirada parcial de mercadorias, fazendo desses espaços uma espécie de centro de distribuição. Ou seja, um importador pode trazer um contêiner, armazená-lo na zona secundária e liberar apenas uma parte das mercadorias, aquelas de que realmente se precisa, pagando os impostos proporcionalmente. Isso representa uma gestão melhor em termos financeiros.

 

Assim, quando bem utilizada, está é uma excelente ferramenta logística para a redução de custos.

 

#4 Automatize processos

Atualmente, existem softwares especificamente desenhados para atender às necessidades do comércio exterior. Eles são uma estratégia básica para a redução de despesas.

 

Ferramentas como a da NARWAL melhoram a gestão da importação, oferecendo uma visão geral do processo, evitando retrabalho e diminuindo esforço operacional, que pode ser direcionado para atividades mais estratégicas. Isso tudo diminui erros e, consequentemente, reduz o custo final das operações.

 

Por exemplo, para uma gestão inteligente, você precisa mapear os prazos de cada etapa. Antes da atracação do navio, é importante ter em mãos todos os documentos originais serão exigidos, de modo a não haver atrasos no desembaraço que possam comprometer o prazo de entrega prometido ao cliente.

 

O software sinaliza, de maneira clara e objetiva, o status atual de cada uma dessas etapas do processo. Assim, você se certifica de que não serão cometidos erros. Com uma gestão mais ágil e assertiva, você consegue reduzir custos.

 

#5 Contrate uma trading

A trading é uma empresa especializada na negociação de produtos e serviços internacionais e funciona como um intermediador que faz a ligação entre o fornecedor estrangeiro e você.

 

Por atuar com diversos clientes e ter experiência nos trâmites mais complexos do setor, ela possui ampla capacidade de negociação com todos os envolvidos em um processo de importação, principalmente com os fornecedores.

 

Assim, enquanto uma pequena ou média empresa, provavelmente não conseguiria fazer um pedido em um grande fornecedor, por não ter aporte financeiro para atingir o pedido mínimo, a trading consegue reunir várias empresas em um mesmo pedido – e aí a capacidade de barganha com o fornecedor é exponenciada.

 

Além disso, ao contar com uma trading, você elimina a preocupação com a falta de conhecimento dos trâmites logísticos e da burocracia aduaneira, pois a empresa irá prestar toda a assessoria técnica necessária. Logicamente, isso também tem impactos nos custos, reduzindo erros e agilizando todo o processo.

 

A Open Market é uma trading de Santa Catarina que tem décadas de expertise no comércio exterior. Com isso, temos ajudado as empresas brasileiras a fecharem os melhores e mais vantajosos negócios. Quer reduzir os custos do seu processo de importação? Se a resposta for “sim”, entre em contato conosco agora mesmo para uma avaliação personalizada das suas necessidades.

A gente se vê no próximo post!

Open Market – Comércio Exterior

 

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