Como preparar a sua empresa para o comércio internacional?

1 de dezembro de 2021

Você idealiza um produto (ou serviço).

Pensa em todos os detalhes com muito capricho – matérias-primas, embalagem, distribuição, divulgação. O negócio vai de vento em poupa, superando as suas expectativas. Um, dois, três anos passam e, de repente, o mercado interno parece até pequeno demais para o seu empreendimento.

Então, você se pergunta: “qual será o próximo passo?”. Para muitas empresas pelo país afora, a resposta a esta pergunta tem sido: apostar no comércio internacional.

Não estamos falando de uma miragem, de um sonho impossível, mas de algo cada vez mais ao alcance de empresas de todo o porte, inclusive dos pequenos e médios empreendimentos. Com a alta no dólar, internacionalizar uma marca é sinônimo de mais lucro, e sem dúvida, ajuda a consolidar a reputação interna das empresas, ao mesmo tempo em que diminui a dependência de um único mercado.

Este post é para quem tem sonhado com o seu produto nas prateleiras de países como Argentina, Estados Unidos, China ou Portugal e agora quer ver isso se tornar realidade!

Em seguida, mostramos as vantagens de apostar do comércio internacional, e também damos um “norte”, para que você possa começar a trilhar este caminho de sucesso.

Vem com a gente!

 

Por que vale a pena apostar no comércio internacional?

Quando falamos em “comércio internacional”, referimo-nos, de forma ampla, a todas as atividades que envolvem trocas comerciais com outros países – seja aquelas que entram em território nacional vindas do estrangeiro (importação) ou aquelas que cruzam as fronteiras do nosso país e são vendidas lá fora (exportação).

Neste post, o nosso foco é a exportação, dado o momento favorável que identificamos para essa atividade (neste outro artigo, tratamos mais a fundo da importação).

Vejamos a seguir as principais vantagens de apostar na internacionalização.

 

#1 Conjuntura cambial favorável

Como mencionamos anteriormente, o dólar alto é ideal para as empresas que desejam vender para o exterior. O produto nacional tende a ficar com um preço mais atrativo lá fora, e isso constitui uma diferencial em relação à concorrência. Para quem vende, receber nessa moeda valorizada logicamente também representa uma vantagem.

É um raciocínio simples e intuitivo. Suponhamos que você venda para um distribuidor em Dubai um dado produto por R$ 10. Com um câmbio alto, o seu cliente terá que desembolsar menos para chegar a esse valor.  Se ele pegasse uma cotação em que $ 1,00 vale R$ 4,00, isso significaria que ele teria que te pagar $ 2,5. Se a cotação sobe e $ 1,00 passa a valer R$ 5,00, o cliente paga apenas $2,00.

Mas esse câmbio favorável está longe de ser a única vantagem de exportar.

 

#2 Oportunidade de implementar melhorias

Vender para outro país significa muitas vezes “turbinar” o seu produto para um mercado mais diversificado ou exigente. Isso pode te ajudar a dar um salto enorme em termos de competitividade, o que também se reflete na sua performance no mercado interno.

Por exemplo, durante a fase de preparação para o ingresso no comércio internacional, é comum as empresas estudarem o seu posicionamento de mercado e conhecerem as marcas e produtos com os quais estão competindo lá fora. Isso pode levar à identificação e à implementação de melhorias – uma embalagem melhor e mais atrativa, uma comunicação mais assertiva, uma etapa do processo de produção que fica mais eficiente etc.

Além disso, dependendo do seu produto, há que se adequar às certificações internacionais. Por exemplo, para a exportação de alimentícios, há exigências bem específicas que devem ser cumpridas. Este artigo publicado no portal do Sebrae refere o caso de uma fabricante de farinhas que, durante os preparativos para a exportação, descobriu que poderia dispensar os conservantes, o que inclusive facilitou muito a obtenção das certificações internacionais.

Isso também permitiu à empresa reposicionar o seu produto e “surfar” a onda do filão sem conservantes, algo inclusive muito mais afim à ideia de “receita de família” na qual a divulgação do produto estava baseada.

Por casos como este, podemos afirmar que a internacionalização revitaliza as empresas e fá-las serem melhor.

 

#3 Menos dependência do mercado interno

A venda de determinados itens está em baixa no mercado interno? Sem problemas, porque, com a exportação, você se torna muito menos dependente destas flutuações. Basta procurar parceiros onde a tendência seja outra.

Um exemplo: em 2015, as vendas de frango estavam em queda no Brasil, ocasionadas pela preterição desse item pela carne bovina ou suína. Então, os fabricantes direcionaram a produção para o estrangeiro (o que continua a ocorrer ocasionalmente). Naquela altura, por ocorrências de gripe aviária nos Estados Unidos, principal concorrente do produto brasileiro, havia uma maior demanda global por esta proteína à espera de ser suprida.

Pense assim: com a exportação, a sua empresa passa a ser do tamanho do mundo.

 

Mas por onde começar?

“Ok, vocês me convenceram”, você deve estar pensando neste momento (assim o esperamos!). “Entendi as vantagens e quero começar a internacionalização da minha empresa. Mas por onde começar?”

Bom, além de estudar bem o mercado e traçar um plano de negócios, o empreendedor que deseja exportar produtos deve certificar-se de que a sua empresa está devidamente constituída e legalizada. No contrato social do empreendimento, devem passar a constar as atividades de importação/ exportação. Após esta mudança, é obrigatório comunicar a Junta Comercial, para que ela proceda à averbação da alteração no contrato social.

Em seguida, vêm alguns outros procedimentos burocráticos, como o registro no Radar de Importação (Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros), do Governo Federal. Para fazer esse registro, é necessário reunir uma série de documentos. Se tudo estiver ok, aí empresa passar a ter acesso a outro sistema, o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), por onde acompanhará todo o processo de exportação.

Temos vários outros artigos aqui no blog que ajudam quem está começando nas lides do comércio internacional. Não deixe de consultá-los, pois eles irão te dar uma boa base do que fazer para ingressar neste ramo fascinante.

Todo início é um grande desafio, e é normal que você esteja se sentindo meio perdido(a). No comércio exterior, saiba que você pode contar com a expertise Open Market. Nós temos décadas de experiência no ramo e assessoramos as empresas brasileiras nos procedimentos mais complexos de importação e exportação.

Vem conhecer mais sobre o nosso trabalho e saber como podemos ajudar a sua empresa. Para isso, basta entrar em contato conosco agora mesmo para uma avaliação personalizada das suas necessidades.

Até o próximo post!

 

Open Market – Comércio Exterior

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